Estamos no mês de junho, tradicionalmente conhecido pelas festas juninas com suas quadrilhas, quentões, bandeirinhas coloridas e pelos santos que lhes inspiram: Santo Antônio, São João e São Pedro. Sábado, dia 13, foi o dia de Santo Antônio, popularmente chamado o “santo casamenteiro”. No seu dia e na véspera, 12 de junho, quando comemoramos o Dia dos Namorados, há quem aposte em dar uma forcinha para a sorte e faça simpatias pra arrumar um amor, pra ter uma união feliz ou para casar, tudo sob as bênçãos do generoso santo.
O Santo
Santo Antônio nasceu em Lisboa, no ano de 1195, e ingressou na Ordem dos Franciscanos. Tinha grande eloquência e era um pregador culto e apaixonado, muito devotado aos pobres, daí ter surgido a tradição do “pão de Santo Antônio”, pão que é doado às igrejas, benzido e distribuído aos mais necessitados. Diz-se que era um excelente conciliador de casais, daí sua fama de casamenteiro. Viveu seus últimos dias em Pádua, Itália (por isso também é conhecido como Santo Antônio de Pádua), onde veio a falecer em 1231. Foi canonizado em 1934 pelo Papa Pio XI e hoje é considerado o segundo santo padroeiro de Portugal, juntamente com Nossa Senhora da Conceição.
Há muitas lendas em torno do Santo. Uma delas afirma que duas moças não conseguiam casar, pois não tinham dinheiro para o dote. Santo Antônio teria ficado penalizado com seu sofrimento e jogado um saquinho de moedas pela chaminé para as jovens desamparadas. Daí teria surgido sua fama de ajudar mulheres a encontrar marido.
Casamentos de Santo Antônio
Em Lisboa, Portugal, todo ano em 12 de junho, véspera do dia do santo, acontecem os famosos “Casamentos de Santo Antônio”. É um ritual tradicional dos festejos da cidade, tendo completado 51 anos em 2009. Na cerimônia coletiva são realizados simultaneamente os casamentos de vários jovens noivos. Os casais, conhecidos como “noivos de Santo Antônio”, têm origem modesta e recebem ofertas do município e de empresas, como forma de auxiliar a nova família. Veja o vídeo abaixo.

- Foto: Nacho Doce/Reuters
No Brasil, também acontecem casamentos coletivos, sobretudo em cidades do interior. Em geral, são patrocinados por prefeituras ou empresas e oferecidos a casais que não têm condições de realizar uma cerimônia formal, mas querem realizar este sonho.

